Caio Oliveira questiona Prefeitura sobre eficiência do programa “Médico na Praça”
O vereador Caio Oliveira (Republicanos) protocolou nesta terça-feira (3) um requerimento para cobrar explicações da Prefeitura de Sorocaba sobre o programa “Médico na Praça”, projeto itinerante de atendimento preventivo aos cidadãos criado em maio deste ano.
O vereador Caio Oliveira (Republicanos) protocolou nesta terça-feira (3) um requerimento para cobrar explicações da Prefeitura de Sorocaba sobre o programa “Médico na Praça”, projeto itinerante de atendimento preventivo aos cidadãos criado em maio deste ano.

O documento questiona como o serviço foi estruturado, quem são os profissionais envolvidos, quanto custa a operação e quem acompanha os pacientes na sequência do tratamento depois da consulta. “A van chega, o atendimento acontece e o serviço segue para outro endereço. Mas quem acompanha o paciente que precisa de exames, de um especialista ou continuar o tratamento?”, questiona o parlamentar.
Em requerimento protocolado na Câmara Municipal, Caio solicita documentos, contratos, escalas de trabalho e dados sobre os encaminhamentos realizados. “A pessoa que procura um médico precisa saber qual será o próximo passo do seu tratamento. Se houve indicação de exame ou especialista, esse pedido entrou na fila? Quem acompanha o resultado? Quem chama esse paciente de volta? A Prefeitura precisa responder por todo esse caminho”, afirma o vereador.
Um dos pontos centrais é verificar se os médicos possuem acesso ao prontuário eletrônico municipal e autorização para registrar solicitações na regulação do SUS. O vereador também quer saber se receberam capacitação da equipe técnica da Secretaria da Saúde sobre os protocolos de encaminhamento.
A preocupação, diz o vereador, é esclarecer se o paciente deixa o atendimento com o pedido efetivamente inserido no sistema ou se precisa procurar uma UBS e conseguir outra consulta apenas para validar ou transcrever a solicitação.
Caio também questiona se a equipe é formada por servidores municipais, profissionais temporários ou terceirizados. Caso exista contratação, o requerimento solicita o número do CPL, o processo administrativo, a empresa responsável, os valores e os aditivos. Se houver servidores deslocados de outras unidades, o parlamentar pede que a Prefeitura informe de onde vieram, quantas horas foram remanejadas e se houve reposição. “Quero saber quantas consultas a rede ganhou de fato. Se um médico foi retirado de uma UBS, precisamos conhecer o impacto para os moradores que dependem daquela unidade. Essa conta precisa aparecer com clareza”, afirma.
O requerimento também cobra capacidade diária, horários, quantidade de médicos por turno, distribuição de senhas e existência de cronograma mensal divulgado antecipadamente, à semelhança dos Ônibus Azul e Rosa.
Outro ponto é a escolha dos locais. O vereador solicita os critérios técnicos que orientam o itinerário e justificam a participação em eventos institucionais, considerando a prioridade anunciada para territórios vulneráveis ou com dificuldade de acesso à saúde.
Na prestação de contas, Caio Oliveira quer separar pessoas atendidas, consultas e procedimentos, além de conhecer o custo por consulta e quantos pedidos chegaram à realização do exame ou ao atendimento especializado. “A população precisa saber quanto foi gasto, quantas pessoas foram atendidas e o que aconteceu depois. O resultado que interessa é o paciente conseguir avançar no diagnóstico e no tratamento. É isso que vamos cobrar”, conclui o vereador.