Após suspensão judicial das obras da Marginal Direita, Alexandre da Horta cobra plano de manejo e proteção para capivaras

Após recente decisão da Justiça Federal que paralisou as obras da Marginal Direita do Rio Sorocaba, no prolongamento da Alameda Batatais, o vereador Alexandre da Horta (Solidariedade) protocolou o Requerimento nº 2782/2026 para exigir do poder público medidas urgentes de proteção às capivaras que…

Após recente decisão da Justiça Federal que paralisou as obras da Marginal Direita do Rio Sorocaba, no prolongamento da Alameda Batatais, o vereador Alexandre da Horta (Solidariedade) protocolou o Requerimento nº 2782/2026 para exigir do poder público medidas urgentes de proteção às capivaras que habitam a bacia do rio.

A suspensão das obras ocorreu após ação do Ministério Público Federal (MPF), que questionou a ausência de estudos de impacto abrangentes e a falta de consulta prévia à Comunidade Quilombola José Joaquim de Camargo. Contudo, o parlamentar alerta que a paralisação dos trabalhos não elimina os riscos imediatamente. Segundo ele, a movimentação de terra e a supressão de vegetação ao longo da Área de Preservação Permanente (APP), deixam os animais desorientados e força a travessia de capivaras em trechos de tráfego intenso.

Medidas emergenciais e plano de manejo - No requerimento apresentado na Câmara Municipal, Alexandre da Horta questiona a Prefeitura sobre a existência de um plano formal de manejo, monitoramento, afugentamento preventivo e resgate da fauna silvestre voltado especificamente para o trecho das intervenções.

O vereador também cobra informações sobre quais condicionantes ambientais foram exigidas pelos órgãos fiscalizadores. O parlamentar questiona, ainda, se há ações práticas em andamento, como a instalação de barreiras físicas direcionadoras (telas e tapumes), sinalização de alerta reforçada para motoristas e criação de corredores ecológicos provisórios. Além disso, o documento solicita esclarecimentos sobre os protocolos adotados para o socorro de animais eventualmente feridos e se há equipes de biólogos e veterinários de prontidão no canteiro de obras.

"A decisão da Justiça Federal reforça a necessidade de tratarmos o meio ambiente de Sorocaba com rigor técnico e responsabilidade. Enquanto o processo licitatório e as licenças ambientais são reavaliados pela Justiça, os animais que tiveram seu habitat alterado continuam expostos e oferecem riscos de acidentes aos motoristas. O poder público precisa agir para garantir a proteção das capivaras e a segurança viária de quem circula pela região", reforça o vereador Alexandre da Horta.