Sábado, 16 de Fevereiro de 2019

16/1/2019 - Sorocaba - SP

Sorocaba se articula para implantar um Arranjo Produtivo Local do Polo Aeronáutico




da assessoria de imprensa da Prefeitura de Sorocaba

Empresas e a Sedetter investem em uma parceria para formalizar no próximo ano para desenvolver atividades do setor por meio do APL em Sorocaba

 

 

A Prefeitura Municipal de Sorocaba, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Renda (Sedetter) está fomentando, juntamente com algumas empresas localizadas no Aeroporto Estadual de Sorocaba “Bertram Luiz Leupolz”, o reconhecimento do Arranjo Produtivo Local (APL) do setor de manutenção de aeronaves e promover o desenvolvimento do Polo Aeronáutico de Sorocaba.

Para isso, é necessário a existência de uma cadeia produtiva articulada com governança para a homologação junto ao Grupo de Trabalho Permanente para Arranjo Produtivo Local (GTP APL) no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e, também, a confecção de um documento a ser entregue no Ministério supracitado. As características que definem um APL são: dimensão territorial (área de localização), diversidade dos atores e das atividades (empresários, instituições de ensino, governo, sindicatos, etc.), inovações e aprendizados interativos (nascidos de interações dos mesmos) e a governança (liderança). Uma vez implantada pode gerar benefícios, tais como: ganhos econômicos, como também desenvolvimento local e a formação de capital social.

O Decreto 54.654/2009 tem como objetivo desenvolver as cadeias produtivas paulistas, aumentar a competitividade das empresas micros, pequenas e médias, estimular o empreendedorismo (baseado na interação e na cooperação), descentralizar o desenvolvimento produtivo para fortalecer a economia regional e fomentar projetos de desenvolvimento produtivo. Outro ponto do decreto é que o estado apoiará projetos de desenvolvimento produtivo local e regional podendo transferir recursos financeiros destinados à cobertura das seguintes despesas: Aquisição de equipamentos e maquinários, Programas de capacitação, treinamento e transferência de tecnologia, Pequenos ajustes de infraestrutura e adaptação; Estudos de viabilidade técnica e econômica.

 

Legislação e potencialidade

 

A cidade de Sorocaba dispõe da Lei Ordinária 9.672/2011 que “estabelece medidas de incentivo à inovação tecnológica, à pesquisa científica e tecnológica, ao desenvolvimento tecnológico, à engenharia não-rotineira, à informação tecnológica e à extensão tecnológica em ambiente produtivo ou social, visando alcançar a capacitação e o desenvolvimento industrial e tecnológico internacionalmente competitivo do município de Sorocaba.”

Utilizando o site do Ministério da Fazenda, na seção “Emissão de Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral” para checar o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e juntamente com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) fornecida pela Secretária da Fazenda do Município de Sorocaba (SEFAZ), a SEDETER, em Novembro e Dezembro de 2018, localizou 91 empresas em Sorocaba com CNPJ ativo. Segmentando esse número temos 42 empresas que realizam manutenção em Sorocaba e 22 localizadas no Aeroporto.

O levantamento realizado demonstra que há 11 CNAEs que totalizam 124 atividades econômicas primárias e secundárias relacionadas ao setor de aviação. Considerando apenas o setor de manutenção de aeronaves, os CNAEs 3316-3/02-01 e 3316-3/01-00 (Manutenção de Aeronave na Pista e Manutenção de Reparação de Aeronaves, respectivamente) concentram aproximadamente 41% das atividades desenvolvidas com os outros 9 CNAEs pulverizados no total restante.

 

Polo aeronáutico

 

“A aviação propicia desenvolvimento em todas as regiões em que foram construídos Aeroportos. Como exemplo a cidade de Sorocaba, que se tornou um dos principais polos de manutenção do nosso país”, destaca o prefeito José Crespo.

O desenvolvimento do setor de manutenção de aeronaves em Sorocaba se dá a partir de 05 de Maio de 1942, quando foi fundado o Aeroporto Araçoiaba e a partir de 1982, o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) assume a Administração do Aeroporto (até então administrado pela Prefeitura Municipal), crescendo dentro do contesto nacional da Aviação Civil. Em 15 de novembro de 2004 é inaugurado um Terminal de Passageiros e há a oficialização do nome “Bertram Luiz Leupolz”, uma homenagem a uns dos primeiros empreendedores a se instalar com uma oficina denominada Conal.

Pontos positivos:

-     Atualmente o único aeroporto no mundo que possui presença in loco dos 03 maiores fabricantes de aviação executiva (Dassault, Embraer e Gulfstream).

-     Certificações Internacionais: Federal Aviation Administration (EUA), European Aviaton Safety Agency (União Européia), Agência Nacional de Aviação Civil (Brasil), dentre outras.

-     Sua localização é estratégica para a aviação executiva, estando a 87km da capital paulista, aproximadamente 20 minutos de helicóptero ou 1h30 de carro.

-     Valor Agregado totaliza R$3,6bi, sendo investimentos na faixa de R$307mi e aeronaves hangaradas com valor de R$3,3bi

-     5.150 Ordens de Serviços por ano, sendo 1350 atendimentos de jatos pelas empresas Embraer, Dassaut e Gulfstream e 3800 Atendimentos de Turboélices pelas empresas América do Sul / Synerjet / Conal Avionics/ Remaer / WAS / MTX Aviation e Pratt & Whitney.

-     De 2015 a 2017 a média anual de voos foi de 55854, com estima de 55000 voos em 2018.

 

Investimentos

 

Algumas obras já realizadas são: Pavimentação da Pista de Pouso, Pátio de manobras, Pista de Táxi de Rolagem, Balizamento Noturno e Terminal de Passageiros. E há obras a serem inauguradas, como a Torre de Controle e homologação da pista de pouso de 1480m para 1630m, que são passos importantes para a internacionalização do aeroporto, e considerando os futuros 1630m de comprimento de pista, os jatos executivos poderão realizar 90% de suas missões sem escala e realizar voos para os principais destinos internacionais (ex.: Aeroporto de Miami e Aeroporto LeBourget de Paris).

“O desenvolvimento do Aeroporto “Bertram Luiz Leupolz” pode gerar novos postos de trabalho, melhorias na infraestrutura da cidade, atrair novas empresas e descongestionar outros aeroportos”, destacou o secretário de Desenvolvimento, Trabalho, Turismo e Renda, Robson Coivo.



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