Sexta-Feira, 24 de Novembro de 2017

13/9/2017 - Sorocaba - SP

Sorocaba começará a reciclar bitucas de cigarros




da assessoria de imprensa da Prefeitura de Sorocaba

Em reunião realizada na última segunda feira, dia 11, entre representantes da Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins, Poiato Recicla e da Empresa Prysmian Group, ficou definido que o projeto de reciclagem de bitucas de cigarro será implementado em Sorocaba, por meio de um Termo de Compensação e Recuperação Ambiental (TCRA).

A secretária da SEMA, Karen Castelli, informou que inicialmente, 130 caixas coletoras serão instaladas em vários pontos da cidade, como UBSs, Terminais, Hospitais, Prefeitura, entre outros Próprios Públicos.

O termo, assinado entre a Prysmian e a Poiato Recicla, prevê a colocação de coletores, manutenção, limpeza e reciclagem das bitucas, com devolução à Prefeitura do papel reciclado.

O projeto prevê campanhas antitabagistas educativas nos coletores e conscientização dos impactos ambientais sobre essa poluição difusa. O projeto foi desenvolvido pelo empresário Marcos Poiato, com tecnologia desenvolvida pela Universidade de Brasília (UnB), que criou a primeira estação de coleta e reciclagem, na cidade de Votorantim (SP).

Segundo a empresa, quase 200 milhões de bitucas são descartadas no Brasil todos os dias e grande parte vai para as calçadas, praças e ruas e acaba entupindo bueiros e bocas-de-lobo. De acordo com a Poiato Recicla, 20 bitucas misturadas a dez litros de água produzem um litro de esgoto saturado de substâncias tóxicas como cádmio, níquel e nicotina.

Todas as bitucas coletadas serão trituradas e os resíduos submetidos a um processo que elimina os metais pesados e toxinas. Esse material descontaminado é misturado a compostos orgânicos e resíduos vegetais, e serve de adubo para plantas em projetos de recuperação ambiental. O restante é transformado em cadernos e blocos de papel, voltando a circular no ambiente. Depois de recicladas, informa a Poiato Recicla, as bitucas não têm cheiro.

A tecnologia foi desenvolvida pela Universidade de Brasília (UnB) para processar química e mecanicamente o material descartado, como bituca, resto de fumo e o papel que envolve o filtro. Com isso, se obtêm vários tipos de papéis que podem ser utilizados como papel para impressão, embalagem, pastas, folders, blocos, certificados, convites.

O projeto de pesquisa foi do estudante de biologia da UnB Marco Antônio Barbosa Duarte, sob orientação da professora do Instituto de Artes (Ida) da UnB Thérèse Hofmann e de Paulo Suarez, professor do Departamento de Química. Todo o resíduo é aproveitado e o rendimento é grande: para cada quilo de bitucas, por exemplo, é possível ter de 800 gramas a mil gramas de celulose.

 



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