Quinta-Feira, 11 de Agosto de 2022

Denise Corrêa

Graduada em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo, pós-graduada em Psicopedagogia.

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Psicopedagogo institucional: uma necessidade da escola moderna



E mais um ano letivo se inicia.

E novas expectativas em relação ao aprendizado de nossos filhos são criadas.

E novas expectativas em relação à escola de nossos filhos são criadas.

Antes de qualquer consideração, é necessário ter consciência de que o ato de aprender é característica inerente ao ser humano e envolve dimensões cognitivas, afetivas e sociais. Por isso, todo e qualquer indivíduo aprende, de acordo com suas estruturas mentais e as relações de estímulo que vivencia; o que pode variar é a forma como cada um aprende e o momento que aprende.

"Agora sei que meu filho pode e vai aprender! E a escola?"

A escola que melhor atende os alunos é aquela cuja preocupação maior está em desenvolver o potencial específico de cada aluno, em atender às suas características únicas, em perceber habilidades e superar as limitações.

"Mas o meu filho tem um ritmo diferente de aprendizado; será que a escola conseguirá perceber e trabalhar essa diferença em relação ao grupo?"

Pelo fato da educação trilhar, hoje, por caminhos que buscam um ensino democrático e de qualidade, tentando remover barreiras na inclusão de todos que apresentam alguma limitação no aprender, é que se faz necessário, então, abordar a questão da necessidade da contribuição do psicopedagogo para a prática dos professores no trabalho de inclusão e aceitação de alunos com "transtornos de aprendizado" em suas classes.

Neste caso, a intervenção psicopedagógica institucional, servirá como um elo na busca de um trabalho pedagógico efetivo, incluindo medidas de acesso e participação efetiva dos alunos que trazem algum déficit.

É preciso desenvolver uma rede de apoio (constituída por alunos, pais, professores, diretores, psicólogos, psicopedagogos e coordenadores) para discutir e resolver problemas, trocar ideias, métodos, técnicas e atividades, com a finalidade de ajudar não somente aos alunos, mas aos professores também, para que possam ser bem sucedidos em seus papeis.

Para incluir, a escola precisa, primeiramente, acreditar no princípio de que todas as crianças podem aprender e que todas devem ter acesso igualitário a um currículo básico, diversificado, e a uma educação de qualidade. As adaptações curriculares constituem as possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos e têm como objetivo subsidiar as ações dos professores. Constituem num conjunto de modificações que se realizam nos objetivos, conteúdos, critérios, procedimentos de avaliações, atividades e metodologias para atender as diferenças individuais dos alunos.

A intervenção psicopedagógica no âmbito escolar contribui, através de uma parceria consistente dos envolvidos (coordenador / psicopedagogo / professor) para que, de fato, as dificuldades de aprendizagem sejam amenizadas e/ou resolvidas, garantindo maior qualidade na construção do conhecimento pelo aluno, não como um elo de dependência, mas como um indicador a mais na confiança e autonomia do trabalho pedagógico.

E o ano caminha. Expectativas e anseios são minimizados. A segurança da escolha tranquiliza e os pais podem finalmente afirmar: "Sim, esta é a escola ideal para meu filho, com a equipe certa para apoiá-lo na construção do seu conhecimento e no resgate positivo do ato de aprender".

 

Denise Corrêa - Psicopedagoga e Tutora Educacional
Graduada em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo, pós-graduada em Psicopedagogia.
Endereço: Rua Enrico Delacqua, 297, Sala 65, Centro - São Roque
Fone e Whatsapp: (11) 99464-3749












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