Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

Grazielle Fachini

Grazielle Fachini formada pela USP e Pós Graduada em Psicopedagogia, é Terapeuta Psicanalista. Realiza atendimento clínico, cursos e palestras na área educacional e de comportamento.

Ver todas as colunas

Os sonhos como recurso na Psicoterapia



 

 

           O presente artigo não pretende seguir as rígidas normas dos artigos científicos, entretanto se preocupa em apresentar um conteúdo embasado na teoria psicanalítica de Freud.

            Freud em seu livro “ A interpretação dos sonhos” inicia escrevendo:

            “...apresentarei provas de que existe uma técnica psicológica que torna possível interpretar os sonhos, e que, quando esse procedimento é empregado, todo sonho se revela como uma estrutura psíquica que tem um sentido...” *

            Dessa forma é possível inferir que os materiais provenientes dos sonhos são retirados da realidade. Podendo ser da vida concreta (em si) ou mesmo de atividades intelectuais. Algo que foi experimentado, de forma externa ou interna em nossa vida de vigília.

            Todos esses materiais dos nossos sonhos possuem estreita relação com as memórias do indivíduo, lembrando que elas podem ser: visuais, auditivas, olfativas, gustativas ou até mesmo sensoriais.

            É interessante dizer que mesmo quando não lembramos da fonte de qualquer uma de nossas memórias, não significa que ela não tenha ocorrido, pelo contrário com certeza ela ocorreu em nosso estado de vigília. O que ocorre é que diariamente somos expostos há milhões de estímulos, com variado grau de importância e nossa fantástica máquina chamada cérebro, armazena, organiza e quando necessário exclui todos esses estímulos recebidos.

            Assim como as memórias os estímulos podem vir de: excitações sensoriais internas (subjetivas) no estado de vigília, sensoriais externas (objetivas) como a luz quando dormimos, o calor, o frio entre outras, os estímulos somáticos internos (órgãos), ou seja, os órgãos do próprio corpo e ainda fontes de estimulação psíquica.

            É importante ressaltar que os sonhos (ou nossa vida onírica) se apresenta geralmente de forma confusa e fragmentada, por isso não é necessário a tentativa de entende-lo de uma única vez, lembrando que os sonhos são particulares (únicos) um mesmo fragmento de um conteúdo pode ocultar sentidos diferentes quando ocorre em várias pessoas ou diferentes situações.

            Portanto, a análise dos sonhos auxilia a revelar conteúdos mentais, pensamentos, dados e experiências que podem ter sido recalcadas ou reprimidas, excluídas da consciência como parte da atividade de defesa do Ego e do Superego e enviadas para o inconsciente.

            Enfim o terapeuta tem uma função bastante interessante em tentar auxiliar na recordação dos sonhos, mantê-lo por mais tempo e assim poder utilizar esse material durante o processo psicoterápico, buscando auxiliar o analisado em seu processo de autoconhecimento, alivio e cura.

*Sigmund Freud, A interpretação dos sonhos – tradução de Walfredo Ismael de Oliveira; Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001.

Grazielle Fachini 

Psicopedagoga e Terapeuta Psicanálista

F:(011)989302264










Dogus Comunicação

Sobre a Dogus Comunicação  |   Política de Privacidade  |   Blog  |   Receba Novidades  |   Acesse pelo Celular

Melhor Visualizado em 1200x900 - © Copyright 2007 - 2017, Dogus Comunicação. Todos os direitos reservados.