Sábado, 22 de Setembro de 2018

Victor Barboza

Victor Barboza é fundador da GFC - Gestão Financeira Criativa e atua com Educação Financeira e Gestão Financeira de pequenos negócios

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Mulheres e o Empoderamento Financeiro



É muito inspirador ver o que as mulheres conseguiram e conseguem fazer no decorrer do tempo, para, cada vez mais, chegarem ao cenário de igualdade.

História

No passado, as mulheres eram consideradas inferiores aos homens, não podiam desempenhar uma série de atividades que os homens podiam e eram vistas apenas como donas de casa, sofrendo, além de tudo, preconceitos. Foi em 1792 que, na Inglaterra, começou um movimento pelo direito ao voto feminino.

No Brasil, em 1827 surgiu a primeira lei sobre educação para mulheres, permitindo que estas frequentassem apenas as escolas elementares. Somente em 1879 que as mulheres puderam começar a estudar no ensino superior. Nos EUA, no dia 8 de Março de 1857, 129 operárias morreram queimadas numa ação policial porque reivindicavam a redução da jornada de trabalho e o direito à licença maternidade. O dia 8 de Março foi consagrado e dedicado a estas mulheres, mais tarde, com o Dia Internacional da Mulher. Em 1893, na Nova Zelândia, foi a primeira vez no mundo que as mulheres ganharam direito ao voto. No Brasil, o direito ao voto feminino ocorreu somente em 1932.

Falando do lado das finanças, no Brasil, foi só em 1915 que a Caixa Econômica Federal instituiu regulamento permitindo que mulheres casadas possuíssem depósitos bancários em seu nome, desde que não houvesse oposição do marido.

Mulheres e Educação Financeira

Destas datas para cá, ocorreram inúmeros outros acontecimentos marcantes para a história da mulher, porém, um número que ainda chama a atenção é a Educação Financeira Feminina. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) fez um estudo sobre a educação financeira de adultos dos países do G20. Em uma das pesquisas, foram comparados os conhecimentos e os comportamentos financeiros por gênero. Em relação ao conhecimento, nos 20 países o público feminino ficou abaixo do masculino, sendo que a média foi 54% masculino e 43% feminino. Em relação ao comportamento, o cenário é um pouco melhor: Coreia do Sul, Noruega, França, Canadá e Rússia tem as mulheres a frente dos homens. A média geral é 54% masculino e 51% feminino.

Uma coisa é fato: as mulheres da atual sociedade vivem uma realidade bem diferente em comparação às gerações passadas em relação as suas finanças. Inicialmente, apenas os homens cuidavam das finanças da casa. Como vimos, depois os bancos passaram a permitir a abertura das contas pelas mulheres. E hoje, mulheres não só têm suas próprias contas e cartões, como, para as que possuem famílias, muitas cuidam das finanças do coletivo, outras se interessaram pelo mercado financeiro e possuem cargos na área. Na Educação Financeira, existem diversas influenciadoras que possuem canal  no Youtube, blogs e livros, muitos deles feitos para o público feminino, como é o caso do site Finanças Femininas, para o qual a GFC já teve o prazer de fazer algumas contribuições. Portanto, uma grande dica é que as mulheres procurem as fontes com que mais se identificam, para cada vez mais conquistarem o empoderamento do seu dinheiro.

E aí é que entra um valor que a GFC preza muito em levar aos seus seguidores, clientes e parceiros: não há um único modelo de gestão financeira pessoal e empresarial que via funcionar para todos. É preciso haver personalização e customização de forma que, as demandas e os comportamentos de cada um sejam entendidos e atendidos pelo modelo da melhor forma. E a gestão das finanças pelo público feminino pode, e deve, ter suas particularidades, e claro, também haverá variações de mulher para mulher.

Apesar de ainda haver desproporções salariais, e a lista das pessoas mais ricas do mundo ainda ser dominada por homens, as mulheres devem cuidar de suas finanças de forma a controlar bem seus gastos, economizarem, pouparem e encontrarem os melhores investimentos, para que possam conquistar seus sonhos e tornarem-se independentes financeiramente de qualquer um, e, nas próximas pesquisas de Educação Financeira, equiparar-se e até superar o público masculino.












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