Quarta-Feira, 17 de Agosto de 2022

Enigma previsível: Dois lados da mesma moeda



  Não existe duvida no meio acadêmico quanto à homossexualidade não ser doença. Portanto, em relação ao cura-gay, não é SUSPEITO que ele tenha se originando de uma psicóloga evangélica? Se levarmos em consideração a perseguição à luta dos LGBTs por direitos, pela criminalização da homofobia, ESBARRAMOS em evangélicos (malafaia, sostenes cavalcante, feliciano, magno malta, etc). Sempre são eles a se intrometer em assuntos que envolvem gays.                

  Quer saber se homossexualidade é patologia? Cabe à psicólogos (isentos), psiquiatras, neurologistas, geneticistas, médicos, biólogos, cientistas, questionar. Mas são RELIGIOSOS que a estão questionando... porém escudando-se em pretenso interesse cientifico. Isso é suficiente para tornar a tal cura SEM CREDIBILIDADE. Fica claro que a real intenção NÃO é o interesse científico no estudo da homossexualidade, mas sim torná-la patologia ou degeneração moral, moldando tal justificava ao velho testamento (que a trata como aberração). Esses psicólogos cristãos abrem mão dos livros de Psicologia em favor da biblia. Irão tratar pacientes com ela e não com Freud.  

   O que está em jogo é se conselhos profissionais têm ou não autonomia para regular o exercício de suas profissões. O CFP proíbe a prática de reorientação sexual porque é consenso científico que se trata de uma fraude que provoca danos irreparáveis em sujeitos vulneráveis. Obviamente, qualquer um que queira tentar "curar gays" pode fazê-lo, o que o CFP tenta evitar é que se abriguem no título de psicólogo como fachada para atrair e prejudicar incautos. As profissões liberais são regulamentadas e exigem de quem as exerce adesão mínima a seus preceitos técnicos e a seu código ético - a OAB e o Conselho Federal de Medicina exercem essa prerrogativa a ferro e fogo e ninguém questiona isso. Com a psicologia não deve ser diferente. Quem quiser exercer práticas que são desmentidas pela disciplina e repudiadas por seu código de ética pode optar por fazer isso como "terapeuta alternativo", "conselheiro espiritual", "guru" etc. A autora da ação, aliás, é ligada a uma igreja evangélica e não atua terapeuticamente como psicóloga, mas como pastora, porém insiste em usar a disciplina para dar verniz científico ao curandeirismo. É isso que está em jogo: pacientes serão enganados com o aval da Justiça?  

   Mas nisso tudo o que mais assusta é o silêncio das ruas do Brasil Impopular, suspeito de corrupção e à frente de controversas reformas, Michel Temer e SEUS ALIADOS, tem sido poupados de grandes manifestações. O que está por trás da atual passividade dos brasileiros?

   Talvez a repetição do enigma seja o que já vimos antes e o fato d'eu ter que citar Michel Temer nesse texto ou em outros tantas vezes é porque para uns, falta e para outros, sobra coragem. Evoé.












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