Quarta-Feira, 17 de Agosto de 2022

Andrea Paiva

Andrea Paiva é Pedagoga e Pós-Graduanda em Fundamentos de uma Educação para o Pensar pela PUC-SP. Apaixonada por questões filosóficas e estudos do Ser, Andrea Paiva é poetisa e autora de livros. Atualmente é pesquisadora na área da educação através do Grupo de Pesquisa e Produção do Conhecimento - Cátedra Joel Martins PUC-SP.

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Buscando as Entrelinhas Brasileiras



O Sol continua nos aquecendo e a Lua ainda nos emociona com o seu brilho. Mas percebo que ainda assim, e de modo geral, o Sol e a Lua já não são o bastante para a nossa época. Nem mesmo as linhas que as dividem estão nos satisfazendo.


Tenho a impressão de que estamos em busca de algo muito mais profundo. Buscamos mesmo as entrelinhas de todas as questões que, de alguma forma, possam causar incômodo.


As relações afetivas, a liberação das drogas para uso medicinais (ou não) e a luta pela liberdade do corpo, são exemplos de uma nova configuração no modo de pensarmos as relações humanas.


O debate político também vem ganhando mais força. Muitas vezes de modo ingênuo e sem reflexão alguma. Mas, ainda assim, as pessoas estão exercendo o direito de manifestar suas opiniões; seja sobre a nossa política ou de nossos vizinhos latinos. Afinal de contas, a Bolívia, por exemplo, pode ter um índio como líder, mas, daqui a quarto anos, o Brasil poderá pela segunda vez, ter um ex-assalariado no poder. E ambos os casos são assustadores para uma extrema direita. Não só a ela, mas a todos que não compreendem a grandeza de nosso país. 


Você pode ser a favor ou contra, ou mesmo não ter opinião alguma sobre o tema, mas não pode negar que são assuntos importantes e, neste caso, uma opinião particular não será o bastante. Manifestar-se a partir do “achismo” é fácil, buscar na experiência vivida a base dessas ideias é que são elas.


A intenção aqui não é debater tais temas, visto que o objetivo desta coluna não é esse. Meu propósito é chamar atenção para uma nova configuração no modo de pensar e perceber essas, e outras questões, que estão surgindo. Aliás, questões que vem causando estranheza e incomodo para muitos. O que considero ótimo! Discussão e debate sempre emanam energias e impulsionam as relações humanas.


Manifestar-se contra o governo vigente é legítimo e democrático. Mas, o meu desejo, é que nesses embates não sejamos aviltados de Antropologia, Filosofia, Sociologia e História. Até porque, mudança nunca é tranquila, mas se for para mudar, que seja com inteligência.

 

Por Andrea Paiva

contato@andreapaiva.com

 












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